terça-feira, 22 de abril de 2008

A Rotina, essa Meretriz


Decidi dar o kick-off no nosso blog invocando uma velha culpada de tudo o que nos corre mal diariamente. Não! Não é a chuva que nos molha os ossos e por razões alheias ao nosso conhecimento nos corrói lentamente o automóvel. Mas sim essa enormidade chamada rotina.

Alguns escolhem-a como companheira duma vida, vão criando e revivendo a sua com prazer, mas esses são os chamados duplos-cornudos, para além da mulher têm outra meretriz a engana-los. Sim porque a rotina engana e não é pouco, senão vejamos. Um tipo imagina na adolescência a sua vida futura em duas vertentes a profissional e a pessoal, todos temos a completa e absoluta certeza que seremos bem sucedidos profissionalmente, e que nos casaremos com uma personagem feminina retirada a ferros de um cenário Hollywodesco.

Ora nada mais errado nos poderia cruzar o pensamento, o sucesso profissional está reservado á classe dos totós, cujo o único objectivo é ser um bom profissional, criando a sua rotina á volta dessa mesma finalidade e tendo a infelicidade de serem uns tipos com o aspecto de um suíno com risca ao lado vivem infinitamente sós e dedicados á sua rotina, e isto de se viver dedicado a uma puta pode ser muito dispendioso.

Depois como alguns de nós, existem aqueles que apostam no jogo do amor, e jogo que é jogo é de azar. Um tipo até é bem parecido e tal e controla as miúdas no liceu conforme o vento está a favor ou contra, vai dando mais atenção ás saias do que aos estudos, está armada a tenda meus amigos entramos numa rotina. Rotina essa que exercendo os seus poderes de atracção nos leva a ser alunos medianos e a estarmo-nos pouco atentos nas aulas logo prejudicando o nosso futuro doutoramento em cursos tão importantes como Relações Internacionais, ou Ciências da Informação. O nosso futuro profissional fica comprometido, e criamos a mãe de todas as rotinas, trabalhar num sitio que detestamos rodeados por um Q.I. global inferior a 200 por cada 10 unidades produtivas e enfrentando a cada manhã o nosso caminho para esse baluarte da sociedade o emprego como um condenado á forca cujo o carrasco teima em não acertar com o nó.

Essa rotina dá cabo dum tipo. Duvidamos de nós mesmos á medida que os anos passam, e continuamos presos á mesma labuta. Passamos os tempos mortos e mesmo grande parte dos vivos a indagar nessa espiral sem fim dos porquês. Porquê fui mau na catequese? Porquê tive de andar a comer a filha da Prof.. de Matemática? Porquê não me passa um TIR por cima? Porquê que o House passa tão tarde? Porquê só á futebol uma vez por semana?

E até as interrogações passam a ser rotina, ou meretriz???

(Continuação a pedido) Estou na dúvida....será que este caminho imposto é resultado do que deixamos de fazer ou do que fizemos? Estará a meretriz a cobrar diáriamente os nossos erros passados ou a rotina a orientar o nosso caminho para futuras aventuras? Sinceramente não sei, assumo que as escolhas passadas poderão ter sido infelizes, mas tal karma presente será exagerada cobrança para as mesmas. Cada um chegará á sua própria conclusão! O importante será evitar o pagamento excessivo....ou procurar meretrizes mais baratas.

Saudações desmotivadas,

Hugovski